INSULINA ELEVADA IMPEDE A PERDA DE PESO

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas em resposta à presença de glicose (açúcar) na corrente sanguínea. Funciona como uma chave que abre as fechaduras (receptores) das células para a glicose entrar e gerar energia. Quando ela não consegue “abrir a porta” significa que há  resistência à insulina, ou seja, é produzida mas não desempenha seu papel, e o açúcar que não entra na célula fica solto pelo organismo e é convertido em gordura, que se acumula justamente na região abdominal. O que provoca aumento do tecido adiposo, perda de massa magra, aumento de triglicérides, aumento de LDL (mau colesterol) redução do HDL (bom colesterol). E por reter água e sal nos rins provoca ácido úrico e retenção hídrica (pés e mãos inchados) e sensação de estar sempre enorme!!). Contribui ainda para o aumento do peso, da pressão arterial e glicose. Este aumento da insulina circulante chama-se resistência à insulina (RI) ou hiperinsulinemia, pois há excesso de insulina no sangue. A principal causa é o ganho de peso. Quando o peso aumenta, as células de gordura aumentam também exigindo que o pâncreas produza maior quantidade de insulina. E quanto mais insulina é produzida, mais as células tendem a se proteger desse excesso e resistem. Quanto mais alimentos que elevam a glicose são consumidos, mais insulina o corpo precisa bombardear para lidar com essa carga. Com o tempo, repetidas oscilações de insulina podem “forçar” os receptores (fechaduras) desse hormônio nas células e danificá-las de modo que elas não funcionem tão bem, e a insulina não possa ser utilizada de maneira eficiente. Deste modo as células não conseguem absorver a glicose, que passa a aumentar seu nível no sangue podendo surgir o diabetes tipo 2.

Outras condições como gestação, síndrome metabólicahipertensão arterial, colesterol elevado, síndrome do ovário policístico, esteato-hepatite não alcoólica (esteatose hepática, mais conhecida como gordura no fígado), também podem levar à resistência insulínica ou serem consequência dela.

Individuos com resisistencia a insulina possuem os seguintes sinais  frequentes:

  • Hirsutismo:   denominação do excesso de pelos corporais em mulheres. Esses pelos são mais escuros e grossos e crescem em locais  atípicos como acima do queixo e dos lábios, no peito, abdômen e nas costas.
  • Dislipidemias:distúrbio das gorduras presentes no sangue, que pode ser o colesterol, triglicerídeos ou ambos.
  • Sugar Craving – compulsão por açúcar
  • Fadiga após refeições.
  • Dificuldade para reduzir peso- o hiperinsulinemico, diz-se que engorda até com água. É o típico que quando resolve fazer sua reeducação alimentar, faz tudo corretamente, pratica atividade física mas o máximo que elimina são poucas gramas.
  • Acantose nigrigans–  caracterizada pela presença de placas acastanhadas, simétricas, não pruriginosas nas dobras da pele e na parte de trás do pescoço (Manchas escuras na pele)
  • Acne.

CONDUTA NUTRICIONAL

Necessário mudar o estilo de vida:

A prática de atividade física é essencial para o controle da resistência insulínica. As células musculares são grandes utilizadoras da glicose no sangue, e ao  praticar  exercícios,  estas células absorvem a glicose muitas vezes, até sem precisar de insulina. Quando o músculo fica em repouso, ele precisa de uma quantidade menor de glicose e passa a depender da insulina para absorvê-la. Com pouca atividade física, gera-se um ciclo vicioso que vai fazer com que a célula muscular precise cada vez mais de insulina.

Trocar alimentos de alto índice glicêmico que fornecem açúcar rapidamente para a corrente sanguínea (os pães brancos, batatas e açúcar refinado) por alimentos de baixo índice glicêmico e rico em fibras ( pão integral, arroz integral, vegetais como brócolis ou cenoura, frutas com casca entre outros). Além da troca de alimentos, deve-se evitar o ganho de peso. Evitar o consumo noturno de carboidratos simples como arroz branco, massas e pães. Preferir fontes de proteína combinadas a salada e legumes. Se consumir carboidrato, que seja um tubérculo como batata doce, aipim ou inhame, mas sempre em menor quantidade! Usar e abusar da canela, pois ela reduz os níveis de açúcar no sangue. Salpicar em frutas, sucos e até na carne.

Sempre associar proteínas ou gorduras ao carboidrato para impedir  o aumento rápido da glicose: Exemplo: consumir fruta com amendoim ou com semente de girassol ou com queijo – pão integral com proteína (carne, queijo)

Consumir fontes alimentares de flavonoides

Quercetina: cebola, maça, amora 

Luteolina: salsa e alcachofra Isoflavonas: missô, brotos de alfafa, sementes de linhaça,farinha de soja, tofu e edamame [soja em grãosverdes].

Cianidinas: cereja açaí, ameixa, amora, cereja, figo, framboesa, uva, maçã, morango e acerola e nos vegetais, como o repolho-roxo, batata-roxa, berinjela,e todas as frutas vermelhas.

Consumir alimentos antinflamatórios: 

Salmão, sardinha, truta, arenque, cavala, atum, bacalhau. Abacate, Óleo de linhaça, azeite de oliva extra-virgem, óleo de peixe (ômega 3)

Fitoterápicos como gengibre, cúrcuma, alho, cebola, pimenta vermelha, manjericão, alecrim, cha verde. 

Outros alimentos como: nozes castanhas feijão, aveia, arroz integral algas marinhas batata yacon canela cravo noz moscada biomassa da banana verde probioticos  – Leite fermentado. Kefir. 

Suplementar em vitamina D ( expor-se ao sol das 11 as 13 ao menos 3 x na semana sem filtro solar 10 a 15 minutos)

Incluir em cada refeição  uma fonte de proteina,(queijos magros, iogurtes naturais carnes magras e ovos).

Acrescentar canela, cacau em pó e sementes de chia  em fruta e nas saladas).

Evitar: gordura saturada (pele de aves, carnes gordas bovina e suína, leite de coco, creme de leite, bacon, manteiga, toucinho, leite integral, azeite-de- dendê, caldo de carne e de galinha, bacon e temperos  prontos.

Evitar:  Bebidas energéticas. Mesmo os indivíduos que praticam atividade física regular não possuem necessidades energéticas ou de minerais para ingestão destes produtos. A água ainda é o melhor hidratante. E ãgua de coco como repositor de minerais para atletas. As frutas também contêm carboidratos. Não devem ser consumidas em  grandes quantidades, de uma vez só,  e nem em forma de sucos, pois vai alterar desfavoravelmente a glicemia. Portanto, o consumo de frutas deve ser diário, variado e espaçado durante o dia e  sempre com uma proteina associada. Usar  açafrão para cozinhar ovos, para temperar peixes e carnes Evitar alimentos grelhados (a crosta marrom é altamente cancerígena)  e fritos (prefira cozidos ou crus ) para evitar a formação de radicais livres (moléculas tóxicas) que prejudicam o organismo e envelhecem precocemente. Inclua alho, frutas cítricas, uvas, berries chá verde  que combatem radicais livres 

Evitar: Açucares (sacarose, mel, melado, rapadura, sorvetes, gelatinas, frutas cristalizadas, geléias, doces de corte).

Evitar:  Adoçantes a base de frutose, sorbitol e manitol e os que  contenham glutamato de sódio ou monosódio- Evitar qualquer tipo de adoçante. Pois a ingestão de qualquer um piora o quadro de resistência a insulina.  Ao consumir adoçante o pâncreas fica alerta para produzir a insulina e levar glicose para a célula (pois o doce é interpretado como glicose e na verdade é adoçante. A insulina produzida fica circulante. A consequência primeira é o aumento da vontade de consumir doces.

Evitar:  Cereais refinados (arroz,  pao, biscoito, bolo e preparações com farinha det rigo refinada- mistura de arroz+pao+macarrão+batata na mesma refeiçao. Refrigerantes, sucos prontos e artificiais. Pao doce, biscoito recheado, chocolate sem ser o meio amargo acima de 50% cacau. Devem ser feitas 6 a7 refeições diárias. Realizar sempre os lanches nos intervalos entre as refeições para manter a glicemia sempre controlada durante o dia inteiro. Não consumir alimentos ricos em carboidratos simples como doces, pão, bolachas, cereais, massas isoladamente, ou seja, sem que estejam acompanhados de outros alimentos protéicos (leites, iogurte, queijos magros) ou alimentos fontes de gorduras boas(castanhas, nozes, abacate coco seco);
Evitar consumo de sucos puros e isolados devido ao seus altos índices glicêmicos. Consumir moderadamente alimentos e bebidas que contenham cafeína como café preto, chocolate e chás; chimarrão. Diminuir a ingestão de gordura, saturada que é encontrada na carne, nos molhos cremosos, na manteiga, nas frituras e produtos industrializados;

ALCOOL. Não é recomendado o uso habitual de bebidas alcoólicas. O uso excessivo pode aumentar o risco de hipoglicemia, pressão arterial, e o peso. Porém, aos que bebem diariamente, que seja de forma moderada. Nao ultrapassando o limite de duas doses para homem e uma dose para mulher.  A OMS define como consumo moderado de álcool a ingestão diária de uma dose (10 a 15 gramas de etanol) para as mulheres e duas doses para os homens (de 20 a 30 gramas de etanol). Uma dose equivale a 90 ml de vinho tinto, 125 ml de vinho branco, 350 ml de cerveja e 50 ml de destilados. A ingestão de doses diárias acima desse padrão é considerada prejudicial e representa algum risco para a saúde dos indivíduos (USA, 2000; WHO, 2000). Para reduzir o risco de hipoglicemia, consumir bebidas alcoólicas sempre com alimentos.

Recomendo solicitar ao seu médico, nas consultas de rotina, um exame de insulina de jejum. Se o resultado for acima de 6 estará dentro deste fator de risco. Apesar de as referencias de laboratório constarem normal ate 24, a interpretação do nutricionista é diferente, por trabalhar com prevenção de doenças. Normalmente, mulheres com histórico de endometriose ou ovário policístico tem a insulina elevada. Homens com esteatose hepática (gordura no fígado, também são propensos. E as vezes a dificuldade em perder peso pode estar associada a esse fator.

Com a prescrição de minerais como zinco, vanádio, manganês e outros deste gênero, mais a combinação e associação de fitoterápicos como garcinia, astragallus membranaceus e outros do gênero, o resultado é excelente em menos de 90 dias.

Colaboração de:

Andressa Heimbecher, endocrinologista titular na Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e membro ativo da Endocrine Society – CRM: 123579. https://www.bd.com/pt-br/our-products/diabetes-care/diabetes-learning-center/insulin-treatment/what-is-insulin-and-insulin-types http://patriciadavidson.com.br/saiba-mais-sobre-resistencia-insulinica/

Eroni Lupatini: CRN 4298.graduada pela Faculdade Assis Gurgacz. –ESPECIALISTA EM NUTRIÇAO FUNCIONAL E FITOTERAPIA- FACULDADE INSPIRAREspecialista em Docência do Ensino Superior – UNIPAN. –  EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM:FITOTERAPIA ENERGÉTICA CHINESA  (2019)Depressão, Autismo e Déficit de  Atençao:do diagnostico ao tratamento através da MTC (Medicina Tradicional Chinesa) (2019)“Genômica Nutricional Aplicada à Saúde Materna e Infantil” Bioquímica da Periodização Nutricional” A Nutrição Funcional na prevenção do envelhecimento Ovariano e Infertilidade Medicina tradicional Chinesa para o moderno profissional de saúde. — Atuaçao Interprofissional no Atendimento ao Idoso – Fonoaudiologia & Nutriçao.- Atualizaçoes em Fitoterapia e Temperos e Especiarias- — Abrindo a mente – O uso de Fitonutrientes para a melhoria da qualidade de vida. — Prescriçao de Nutraceuticos e Fitoterápicos na Doença Aterosclerótica- — Mindfulness e Mindful Eating na prática clínica –  — Caracterizaçao científica da Dieta Paleolítica Como potencializar a fertilidade e programar o metabolismo para uma gestação saudável.Fitoterapia e Nutracêuticos em Estética —– Estresse Metabolismo e controle  —– Da natureza à mesa: cultivo e consumo de plantas alimentícias não convencionais- —- Diáteses de Menetrier: Biotiptologia e Oligoterapia—– Plano alimentar em foco—Dietas Low Carb e High Fat Jejum intermitente —- Nutriçao Vegetariana —-Suplementação Nutricional e Performance Esportiva —-– Efeitos Fisiológicos do Exercício Resistido para sobrepeso eobesidade- —–Fitoterápicos e Obesidade —–Desintoxicacao e Fitoterapia.—– Termogênicos —Resistencia  à Insulina —– Dietoterapia Vegetariana —– Fitoterapia para Nutricionistas.—–   Nutrigenética e Câncer —– Cuidados nutricionais e metabólicos pré e pró cirurgia bariátrica; —– Nutrição e Suplementação especializada no esporte: da teoria à prática;—–  Nutrigenômica e Nutrigenética: implicações práticas na nutrição clínica; —–Nutrição e Saúde nos ciclos de vida da mulher: suplementação de nutrientes e fitoterápicos; —–Funcionais, fitoterápicos e suplementos. —–Workshop de Fitomedicina e Fitoterapia aplicados à nutrição; —– Nutrição esportiva funcional; —– Capacitação em dietoterapia vegetariana —–  Fisiologia da obesidade, da síndrome metabólica e da redução do peso corporal; —- Nutrição na terceira idade: do diagnóstico ao tratamento; entre outros. —–Atendimento a gestantes, lactentes, crianças, adolescentes, adultos e idosos e em pré e pró-gastroplastia. Fitoterapia aplicada a nutrição. Terapia Floral-, auriculoterapia. 

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