GELATINA PODE REDUZIR NIVEIS DE COLESTEROL E CONTROLAR GLICEMIA

Alimento saudável contendo pouquíssimas calorias, pode reduzir os níveis de colesterol no sangue, controla a glicemia, fortalece os ossos e os tecidos do corpo todo.

Mantém a jovialidade da pele deixando-a mais firme sendo também responsável por cabelo unhas mais bonitos.

É um alimento composto praticamente de aminoácidos, que ajudam na síntese e na renovação do colágeno.

“Dos aminoácidos essenciais para o organismo, dez precisam ser adquiridos através da alimentação, porque o nosso organismo não consegue produzir.

A gelatina possui nove deles, faltando apenas o triptofano (precursor da serotonina), neurotransmissor (hormônio do humor).

Como principal fonte de colágeno – substância que tem como função impedir a deformação dos tecidos que fazem parte da estrutura de ossos, pele, cartilagens e tendões –, a gelatina desempenha importante papel na prevenção e no tratamento de doenças, como artrose e osteoporose. Também é bastante utilizada na recuperação de pessoas submetidas a procedimentos cirúrgicos, pois é um excelente agente cicatrizante.

Os atletas a utilizam, buscando prevenir lesões e esculpir a musculatura.

Ela não serve apenas para conseguir bíceps e glúteos sarados, mas principalmente para fortalecer a musculatura do coração garantindo a força de bombeamento sanguíneo.

O consumo da gelatina causa saciedade, espantando a fome.

Após preparada, possui grande quantidade de água e forma o gel, que promove o retardamento do esvaziamento do estômago, deixando a pessoa hidratada e saciada por mais tempo.
Ao emagrecer ou envelhecer, perde-se elasticidade e firmeza (colágeno). Mantendo os níveis do mesmo em dia, a pele fica mais hidratada e sem rugas.

O uso da gelatina deve ser associado a uma dieta equilibrada e principalmente com atividade física diária. Levar uma vida sedentária envelhece, causa estress e provoca rugas.

A gelatina é encontrada também em forma de cápsulas em farmácias especializadas. Elas apresentam as mesmas vantagens da versão em pó, porém as encapsuladas são mais eficientes para a formação de colágeno, isso por causa de sua pureza e sua não adição de corantes. Já as do tipo em pó são absorvidas em mais velocidade pelo organismo. Outra desvantagem das cápsulas é que para se obter 10 g (dose mínima diária) é necessário o consumo de 20 delas, enquanto a mesma quantidade é obtida em apenas uma colher de sobremesa de gelatina em pó.

Dica de consumo: 1 colher de sopa de gelatina com sabor com iogurte desnatado. Ou Gelatina sem sabor num iogurte de frutas.

Ou ainda 1 colher de gelatina pó com cereais e frutas.

Colesterol: vilão e mocinho

Para manter taxas aceitáveis de colesterol no sangue, é preciso consumir em equilíbrio alimentos ricos em HDL e LDL.

Sempre que ouvimos falar em colesterol, ele surge como um vilão assustador, um dos principais inimigos da saúde. Porém, na realidade, nosso organismo necessita de certas quantidade de HDL e do LDL, que são os nomes de dois tipos de colesterol.

O ideal é que os dois convivam em harmonia no nosso sangue, mas que o HDL se sobressaia, pois seus altos níveis ajudam a prevenir enfartes e derrames.
Mas, afinal, por que um o HDL é o “mocinho” e o LDL é conhecido como o “bandido” em nosso organismo? A explicação está na estrutura de cada um. Como o LDL tem moléculas menores, o risco de ele se depositar nas artérias é maior.
Uma alimentação equilibrada precisa conter algum tipo de gordura, pois o colesterol ajuda a manter a temperatura corporal, fornece energia nos momentos de privação alimentar (jejum) e atua na composição de certos hormônios. Mas é preciso conter os excessos.

“Uma pessoa que necessite de 1.500 calorias/dia, por exemplo, para manter o peso, necessitará de 450 calorias/dia de gordura. Se ela comer um lanche enorme, com dois hambúrgueres, maionese, queijo e molho, certamente excederá sua porção diária e o que não for utilizado pelo organismo se depositará na barriga, no coração, nos intestinos e no pâncreas, aumentando o risco de problemas no sistema cardiovascular, diabetes e obesidade, entre outras.

Ao contrário do que alguns pensam, porém, taxas altas de LDL não atingem apenas os mais cheinhos. “Há obesos com taxas baixas de colesterol”, afirma a dra. Cláudia. Magros também sofrem do mal devido à má alimentação ou problemas de origem genética. “Se os pais têm colesterol alto, as chances de os filhos também terem é de 70% a 80%”.

A prevenção e o tratamento exige reeducação alimentar e prática de atividades físicas. E, em alguns casos, medicamentos. Também é importante fazer o controle por exames de sangue periódicos. Os níveis de HDL têm de ser maiores que 40 mg/dL e os de LDL, menores que 130 mg/dL.

Também é importante aumentar o consumo de fibras durante as refeições, presentes nas frutas, verduras, legumes, grãos integrais (arroz, trigo, aveia) e leguminosas (feijões, soja, grão-de-bico), pois elas têm o poder de absorver parte da gordura que está sendo ingerida. E moderar o consumo de alimentos que contêm gordura animal, ricos em LDL.

Já o abacate, o azeite extra-virgem, os peixes, os óleos vegetais e as oleaginosas (castanhas, nozes, amendoim), que possuem grande quantidade de HDL, devem prevalecer no preparo dos pratos e lanches. E também é necessário manter-se atento aos rótulos dos produtos industrializados, evitando comprar aqueles com gordura saturada em excesso.

Cláudia Cozer, endocrinologista. Doutora em endocrinologia pela Universidade de São Paulo (USP) e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO).