ANDROPAUSA x nutrição

Os homens, assim como as mulheres, podem sofrer alterações metabólicas decorrentes da idade, provocadas principalmente pela diminuição gradativa na produção da testosterona. A menopausa mascuiina ou andropausa acontece geralmente após os 45 anos de idade

Entre os sintomas mais comuns estão o desânimo e o desinteresse por atividades do dia a dia, a diminuição da libido, a tendência à irritabilidade e à depressão e a perda de massa muscular, alterações de humor, suores, calor, cansaço, acúmulo de gordura abdominal, pele seca especialmente cotovelos e joelhos,  redução da barba e pelos no resto do corpo. Além destes sintomas, pode afetar emocionalmente, causando irritabilidade, dificuldade de concentração, ansiedade e em alguns casos depressão.

ORIENTAÇÕES GERAIS: 

  • Evitaras gorduras, de carnes como bacon e fígado, o leite e o requeijão integrais, os queijos amarelose as frituras. O consumo de açúcar deve ser diminuído. “As células gordurosas são ricas em enzimas que convertem a testosterona em estrogênio, agravando a diminuição nos níveis de testosterona livre”,
  • Aumentar  o consumo dos alimentos que são fontes de cálcio (leite e iogurte desnatados, queijos brancos e magros)
  • Ingerir outros alimentos ricos em cálcio e vitamina D: produtos hortícolas de folhas largas e verde escuro e ovo;  Expor-se ao sol em horários benéficos (até as 10:00 e após 16 horas) para força muscular, e para absorção da Vitamina D é necessário o horário de 11 às 13 por 10 minutos 2 a 3 x semana sem filtro solar. Ovos são fonte de tiamina e niacina (vitaminas do complexo B que colaboram com o bom humor.Ricos também em vitamina E e Vitamina B6 precursora de dopamina.  Fonte riquíssima também de luteína (age como tônus da retina, evitando degeneração macular ou seja protege a visao) A metionina e a colina, ajudam na produção de neurotransmissores. Recomendação: após 50 anos é excelente consumir diariamente até 3 (em omelete, ou na água).
  • Não consumir, na mesma refeição, alimentos que são fontes de cálcio (leite, queijos e iogurtes) e alimentos fontes de ferro (carnes). O cálcio prejudica a absorção do ferro; 
  • Maior exposição ao sol com um pequeno passeio ao fim da tarde ou ao princípio da manhã; 
  • Parar de fumar; quem fuma nao absorve vitamina C. E sem vitamina C o risco de resfriados é maior e cicatrização prejudicada.
  • Investir em relacionamentos afetivos saudáveis, uma vida sexual satisfatória, são fatores que colaboram para aumentar a auto estima e viver bem na menopausa ou andropausa
  • Uma boa noite de sono de no mínimo 5 horas, em ambiente totalmente escuro, favorece o bom humor, e libera melatonina (hormônio da alegria) que ajuda muito contra depressão. Uma noite em claro estimula produção de grelina, hormônio que aumenta a fome, além de reduzir o ritmo do metabolismo. Durante o sono é liberado um hormônio chamado leptina que ajuda na sensação de saciedade.
  • Praticar  exercícios físicos regularmente ao menos 30 minutos 3 x na semana o ideal é todo dia, (caminhadas e corridas leves) que auxiliam na manutenção do peso corporal ideal, reduzem a pressão arterial, fortalecem os ossos e previnem a osteoporose e as cardiopatias; Exercícios regulares liberam endorfinas que ativam a produção de serotonina (hormônio do humor); que normalmente na menopausa ou andropausa as taxas estão baixas. Algumas substâncias podem acelerar o processo de produção de serotonina: “ o triptofano, precursor da mesma, regula a sensações de fome e bem-estar, é encontrado  na banana, feijão, chocolate.  O mel também estimula a produção de serotonina. Uma colher de sobremesa ao dia misturada com água é o suficiente.
  • A alimentação é outro meio de estimular hormônios do bem estar. Procurar consumir alimentos ricos em magnésio, cromo e cálcio, que ajudam no controle do peso e no metabolismo de carboidratos e gorduras. O cromo é encontrado na aveia, amêndoa, avelã, castanha-do-pará, figo seco, marisco, bife de fígado, lula e queijo branco. O magnésio na couve, castanha de caju, filé de linguado, lula marisco, peito de frango, tofu, cebola e gérmen de trigo
  • Apenas 10% da serotonina são produzidos no cérebro, o restante é sintetizado pelo intestino. Portanto ele deve estar sempre em perfeito funcionamento. Consumir um Yakult diariamente em jejum ou lactobacilos com bifidum bacterium, auxilia numa boa flora intestinal. Chá de sálvia ou alfavaca também contribui para boa flora intestinal.
  • Técnicas de relaxamento e meditação ajudam a tolerar mais facilmente os sintomas do climatério, menopausa e andropausa
  • A pressão arterial, glicemia, os níveis de colesterol e triglicérides devem ser monitorados e acompanhados; Como também os níveis de tsh, que normalmente ficam alterados nesta etapa da vida. 
  • A alimentação deve ter uma redução de 200 a 400 kcal diárias, ser pobre em açúcar e sódio,  em  carboidratos (dar preferencia sempre aos integrais, conter gorduras boas como abacate e as oleaginosas, e rica em frutas, água, fibras, vegetais e grãos.
  • Evitar completamente o  consumo de gorduras trans como da margarina, bolachas recheadas e waffers e óleos vegetais nao confiáveis como canola, soja e milho (por serem transgênicos)
  • Consumir  diariamente, no mínimo, 5 porções de hortaliças e 3 de  frutas; 
  • As mulheres devem incluir o inhame   (contribui na produção do estrogênio)  e fortifica os gânglios linfáticos, que são os postos avançados de defesa do sistema imunológico, e os homens aumentar o consumo de alimentos que aumentam testosterona como a casca da melancia e feijão que é rico em zinco. 
  • Incluir sementes de linhaça na alimentação diária. 
  • Incluir 10 gramas de colágeno em pó diariamente (melhor hora consumir é ao deitar-se)  
  • Evitar as bebidas alcoólicas; 
  • Tome, ao longo do dia, muita água e chás de folhas verdes (cidreira, melissa, hortelã, etc); 

Uma alimentação correta, equilibrada e suplementos alimentares, como complexo B, aliviam os sintomas comuns desta fase. Alimentos com quercetina (maçã e cebola), coenzima Q10 (sardinha e aveia), ipriflavona e (frutas não cítricas como pêssego, abacaxi, legumes e castanhas) ajudam muito.

O Suco de cenoura e couve-flor para manter o equilíbrio hormonal é um excelente remédio caseiro uma vez que a couve-flor é rica em Niacina, mais conhecida como vitamina B3 que ajuda a regular os hormônios e a equilibrar os neurotransmissores do cérebro.

Recentemente os cientistas descobriram que o extracto de vegetais pertencentes à família das crucíferas como o brócolo, couves-flor, couve de Bruxelas entre outros, continham uma substância reguladora do equilíbrio hormonal, capaz de eliminar a H.pylori (mesmo quando esta resiste aos antibióticos) e mais importante ainda, com capacidades anticarcinogénicas. Essa substância identificada posteriormente dá pelo nome de indol 3-carbinol (I3C). O I3C é um metabolito secundário das plantas, ou seja, só se forma quando as células vegetais rebentam ou são comidas.Aqui vai uma receita que contém estas substâncias preciosas:

Receita do Suco de cenoura e couve-flor e brócolis para manter o equilíbrio hormonal Ingredientes

150g de couve-flor; 100 gramas de brócolis (pode ser somente o talo)

2 cenouras;

½ xícara de salsa;

Modo de preparo

lavar bem as cenouras, cortá-las em pequenos pedaços e separar a couve-flor em raminhos, e o brócolis todo ou so talos.Posteriormente adicione todos os ingredientes no tubo alimentar da centrífuga para que sejam reduzidas a suco. Beba esta suco no inicio do dia e aproveite os seus benefícios. (se não possuir centrífuga pode ser no liquidificador (consuma coado e aproveite os resíduos para uma torta salgada com farinha integral)

O desequilíbrio hormonal  pode ocorrer tanto nos homens como nas mulheres, principalmente a partir dos 40 anos de idade, quando entram na fase da menopausa e da andropausa. Esse desequilíbrio causa modificações no funcionamento fisiológico e psicológico do sujeito, que tende a ficar mais irritado, com sintomas depressivos e mal-estar. Os alimentos são importantes para manter o equilíbrio hormonal, mas as vezes é necessário fazer uma reposição dos hormônios, logo um médico deve ser consultado, para que seja realizada uma intervenção de acordo com o caso do paciente.(prefira uma reposição de bioidenticos)

Contribuição.

http://annanutrivida.blogspot.com/2009/02/recomendacoes-nutricionais-na-menopausa.html
http://www.minhavida.com.br/materias/alimentacao/Reduza+os+sintomas+da+menopausa+com+a+alimentacao+certa.mv
http://www.idmed.com.br/nutricaoMateria.php?sessao=nutricao&topico=3&materia=15
http://www.vivaleve.com.br/ALIMENTA%C7%C3O%20NA%20MENOPAUSA.htm

Eroni Lupatini: CRN 4298.graduada pela  Faculdade Assis Gurgacz. –ESPECIALISTA EM NUTRIÇAO FUNCIONAL E FITOTERAPIA- FACULDADE INSPIRAR

Especialista em Docência do Ensino Superior – UNIPAN. – 

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM:

FITOTERAPIA ENERGÉTICA CHINESA  (2019)

Depressão, Autismo e Déficit de  Atençao:do diagnostico ao tratamento através da MTC (Medicina Tradicional Chinesa) (2019)

“Genômica Nutricional Aplicada à Saúde Materna e Infantil” 

Bioquímica da Periodização Nutricional” 

A Nutrição Funcional na prevenção do envelhecimento Ovariano e Infertilidade 

Medicina tradicional Chinesa para o moderno profissional de saúde. — Atuaçao Interprofissional no Atendimento ao Idoso – Fonoaudiologia & Nutriçao.- Atualizaçoes em Fitoterapia e Temperos e Especiarias- — Abrindo a mente – O uso de Fitonutrientes para a melhoria da qualidade de vida. — Prescriçao de Nutraceuticos e Fitoterápicos na Doença Aterosclerótica- — Mindfulness e Mindful Eating na prática clínica –  — Caracterizaçao científica da Dieta Paleolítica 

Como potencializar a fertilidade e programar o metabolismo para uma gestação saudável.

Fitoterapia e Nutracêuticos em Estética —– Estresse Metabolismo e controle  —– Da natureza à mesa: cultivo e consumo de plantas alimentícias não convencionais- —- Diáteses de Menetrier: Biotiptologia e Oligoterapia—– Plano alimentar em foco—Dietas Low Carb e High Fat Jejum intermitente —- Nutriçao Vegetariana —-Suplementação Nutricional e Performance Esportiva —-– Efeitos Fisiológicos do Exercício Resistido para sobrepeso eobesidade- —– Fitoterápicos e Obesidade —–Desintoxicacao e Fitoterapia.—– Termogênicos —Resistencia  à Insulina —– Dietoterapia Vegetariana —– Fitoterapia para Nutricionistas.—–   Nutrigenética e Câncer —– Cuidados nutricionais e metabólicos pré e pró cirurgia bariátrica; —– Nutrição e Suplementação especializada no esporte: da teoria à prática;—–  Nutrigenômica e Nutrigenética: implicações práticas na nutrição clínica; —–Nutrição e Saúde nos ciclos de vida da mulher: suplementação de nutrientes e fitoterápicos; —–Funcionais, fitoterápicos e suplementos. —–Workshop de Fitomedicina e Fitoterapia aplicados à nutrição; —– Nutrição esportiva funcional; —– Capacitação em dietoterapia vegetariana —–  Fisiologia da obesidade, da síndrome metabólica e da redução do peso corporal; —- Nutrição na terceira idade: do diagnóstico ao tratamento; entre outros. —– Atendimento a gestantes, lactentes, crianças, adolescentes, adultos e idosos e em pré e pró-gastroplastia. Fitoterapia aplicada a nutrição. Terapia Floral-, auriculoterapia. 

O nutricionista no Brasil: a história desse importante profissional da saúde

O primeiro curso de Nutrição do país foi criado em 1939, no então Instituto de Higiene da Universidade de São Paulo (USP), com o nome de Curso de Nutricionistas, por iniciativa de seu diretor, à época, Prof. Geraldo Horácio de Paula Souza.

Para chegar a essa iniciativa do Prof. Paula Souza, como era mais conhecido, é necessário voltar um pouco no tempo para resgatar os motivos que o levaram a considerar tão importante para a sociedade brasileira a profissão de nutricionista.

Com a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, em 1917, criou-se a necessidade urgente de técnicos para atuar na área de Nutrição e Dietética, o que gerou nesse mesmo ano, em 20 de outubro, em Cleveland, Ohio, a criação da, até hoje conceituada, Associação Americana de Dietética (American Dietetic Association). Surgiu, então, uma nova profissão na área da saúde, à época denominados “dietistas”. A expressão “nutricionista” passou a ser empregada entre os anos de 1920 e 1925.

Durante a permanência do Prof. Paula Souza nos EUA, no início da década de 1920, provavelmente ao visitar os Departamentos de Saúde Pública daquele país, ele conheceu a importância do trabalho de Nutricionistas nesse campo. Tendo um profundo conhecimento sobre a estreita relação existente entre Nutrição e Saúde, o professor notou a necessidade de criar no Brasil um curso destinado à formação de profissionais habilitados a atuar nas áreas de Alimentação e Nutrição.

Para isso, em 1938, solicitou ao governo do Estado de São Paulo a criação de um Centro de Estudos sobre Alimentação, anexo ao Instituto de Higiene. Este centro de estudos foi criado por um Decreto Estadual de 1939 e, poucos meses depois, o Decreto Estadual nº. 10.617, de 24 de outubro de 1939, instituiu o curso destinado à formação de nutricionistas, no então Instituto de Higiene, hoje Faculdade de Saúde Pública da USP.

Entretanto, diferentemente do Prof. Escudero que fundou, em 1933, a Escola Municipal de Dietistas em Buenos Aires (Argentina), o Prof. Paula Souza deu ao curso que criou no Instituto de Higiene a designação então usada nos Estados Unidos para os profissionais de Nutrição que atuavam em saúde pública – Curso de Nutricionistas.

Fundando esse curso, o professor mostrou ser pioneiro, pois, somente 27 anos mais tarde, durante Conferência realizada em Caracas (Venezuela), o profissional que ele desejava formar foi definido assim: “Nutricionista é o profissional de nível universitário, qualificado por formação e experiência para atuar nos serviços de Saúde Pública e atenção médica institucional, indispensável para a melhoria da nutrição humana e manutenção do mais alto grau de saúde”.

Na mesma conferência, reconheceu-se que: “sem dúvida, a base de qualquer programa de Nutrição e Saúde, seja em nível hospitalar ou assistencial, assim como a dos programas de prevenção e promoção da saúde, repousa no nutricionista”.

Hoje, vive-se um momento de grande expansão dos cursos de Nutrição no país, marcado principalmente no final do século XX, em meados da década de 90, e início do século XXI, especialmente no Estado de São Paulo, o que reflete em aumento de profissionais no mercado de trabalho, gerando uma diversificação das áreas de atuação do nutricionista, o que gradativamente contribuirá para mais reconhecimento da profissão frente a toda a população, já que alimentação correta e balanceada é fator preponderante para a promoção e/ou recuperação da saúde, além de qualidade de vida.

Com relação à regulamentação da profissão de nutricionista, ela ocorreu quando da publicação da Lei n° 5276, de 24 de abril de 1967. No decorrer da jornada, houve ameaça de veto, o que mobilizou a todos, e a vitória foi celebrada: o veto foi rejeitado. Os congressistas premiaram o esforço de quase 20 anos de luta em busca do reconhecimento oficial da profissão de nutricionista. A referida lei foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 26/04/1967, tendo sido assinada pelo Presidente A. Costa e Silva.

A segunda lei de regulamentação da profissão teve seu início no Projeto de Lei nº. 4159/1989, de autoria do Deputado Federal Hermes Zanetti (PMDB/RS), tendo sido apresentado primeiramente no Senado Federal, em 28 de novembro de 1989.

Foi uma luta incessante das entidades para que a lei refletisse mais fidedignamente as atividades exercidas pelo profissional nos novos tempos, já que a primeira lei de regulamentação, editada em 1967, já não refletia mais a prática profissional exercida pelo nutricionista.

A Lei nº. 8234, de 17 de setembro de 1991, foi publicada no DOU de 18/09/1991, tendo sido assinada pelo então Presidente da República, Fernando Collor de Melo, revogando assim a lei anterior (5276/67).

DIA DO NUTRICIONISTA NO BRASIL

De acordo com o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), o dia 31 de agosto marca a criação da Associação Brasileira de Nutricionistas (ABN), em 1949, e nesse mesmo dia ocorreu a primeira Reunião Plenária da Associação, na cidade do Rio de Janeiro. A ABN foi, posteriormente, substituída pela Federação Brasileira de Nutricionistas (Febran) e, atualmente, pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).

Fonte: Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3)