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FERRITINA

A ferritina é uma proteína produzida pelo fígado, cujas funções básicas são: carregar ferro e indicar se existe processo de inflamação no organismo.

Quando há um processo inflamatório, a ferritina eleva-se – ou seja: diante de um resfriado, gripe, pneumonia, gastroenterite e, até mesmo, gengivite, os níveis podem subir rapidamente. Nesses casos, a produção de ferritina pode até triplicar sem haver nenhum aumento na quantidade corporal de ferro. Outras condições que causam o aumento da ferritina são as doenças do fígado (cirrose, hepatites, esteatose), a obesidade, síndrome metabólica e também o alcoolismo. Entao, nem sempre esse aumento significa sobrecarga de ferro. Para que seja comprovado que o ferro está em excesso é necessário um exame de saturação de transferina. Pois o aumento pode ter sido causado por uma inflamação conforme mencionado. A sobrecarga de ferro acumula radicais livres prejudicando o funcionamento de diversos órgãos como: principalmente ao fígado, coração, vasos sanguíneos e glândulas como tireoide, pâncreas e testículos. Podendo ainda causar doenças degenerativas como a aterosclerose e a doença de Alzheimer.  Diferentemente de outros minerais, o ferro é facilmente absorvido pelo organismo e apresenta, por outro lado, uma eliminação mais complicada, Por isto favorece, dessa forma, o seu acúmulo.

Caso seja indicada, a sangria terapêutica (flebotomia) é feita em bancos de sangue, com indicação médica, e apresenta ótimos resultados. Em alguns casos, até mesmo doações de sangue freqüentes podem ser indicadas como caráter preventivo. Mesmo quando uma sobrecarga de ferro não está presente, essa situação de ferritina alta deve sempre ser encarada como um sinal de alerta, pois sem tratamento pode provocar também diabetes.

Se for constatado a sobrecarga de ferro, é recomendada a restrição da ingestão do mineral, além do cuidado de não ingerir suplementos alimentares que possam contê-lo, ou então ter vitamina C em sua fórmula –  lembrando que essa vitamina facilita e muito a absorção de ferro nos intestinos. Entre outras medidas, volto a falar na “dupla digestiva”: algumas pesquisas apontam que o uso de café e chá verde logo após uma refeição contendo ferro diminua a absorção do mineral. Alimentos ricos em cálcio, como leite, podem também exercer o mesmo efeito.

Quando está elevada, os sintomas apresentados são: dores nas articulações; fadiga; fraqueza; dor abdominal; redução da libido; problemas cardíacos.

Já o baixo nível de ferritina indica uma deficiência crônica de ferro, sendo que este quadro tem sido relacionado à síndrome das pernas inquietas, além de poder indicar a presença de hipotireoidismo e deficiência de vitamina C.

MEDIDAS PREVENTIVAS:

(utilizar carne vermelha no máximo 2 x semana
Utilizar alimentos fontes de Cobre e Zinco duas vezes ao dia,

ALIMENTOS RICOS EM COBRE: nozes, castanha, crustáceos, uva passa e abóbora

ALIMENTOS FONTES DE ZINCO:

Ostra crua sem concha, agrião fresco, farelo de trigo, tahine(pasta de gergelim),

Cogumelos frescos, semente de abóbora, broto de alfafa, escarla, salsinha fresca, carne assada, acelga, peru, carne escura, aveia lentilha, espinafre fresco.

Procurar tomar chá verde, chá mate, ou chimarrão antes e depois das refeições para diminuir a absorção de ferro.

Obs: a folha de mandioca impede a absorção do ferro
Proteínas de origem animal, tais como as do ovo, do leite, do queijo e proteínas vegetais, tal como as da soja, diminuem a absorção do ferro. Os fitatos, os polifenois e as fibras constituintes dos cereais reduzem a absorção do ferro presente nestes tipos de alimentos. É importante saber que a ingestão de um copo de suco de laranja aumenta a absorção do ferro em 2,5 vezes.

O chá mate reduz em 70% à absorção do ferro e o café em 30%,

Outro fator importante no balanço do ferro é o exercício físico. Quando a atividade física é normal perde-se pelo trato gastrointestinal, suor e urina, cerca de 1.0 mg de ferro ao dia. Se corrert longas distâncias pode perder 2,3 mg de ferro ao dia.

Eroni Lupatini: CRN 4298.graduada pela  Faculdade Assis Gurgacz. Especialista em Docência do Ensino Superior – UNIPAN. POS GRADUANDA  EM – NUTRIÇAO FUNCIONAL E FITOTERAPIA- INST.ANA PAULA PUJOL- Extensão universitária em: Efeitos Fisiológicos do Exercício Resistido para sobrepeso e obesidade – Fitoterápicos e Obesidade –  Desintoxicacao e Fitoterapia. -TErmogênicos – Resistencia  à Insulina Dietoterapia Vegetariana – Fitoterapia para Nutricionistas. –Nutrigenética e Câncer – Cuidados nutricionais e metabólicos pré e pró cirurgia bariátrica; Nutrição e Suplementação especializada no esporte: da teoria à prática; Nutrigenômica e Nutrigenética: implicações práticas na nutrição clínica; Nutrição e Saúde nos ciclos de vida da mulher: suplementação de nutrientes e fitoterápicos; Funcionais, fitoterápicos e suplementos. Workshop de Fitomedicina e Fitoterapia aplicados à nutrição; Nutrição esportiva funcional; Capacitação em dietoterapia vegetariana- Fisiologia da obesidade, da síndrome metabólica e da redução do peso corporal; Nutrição na terceira idade: do diagnóstico ao tratamento; entre outros. Atendimento a gestantes, lactentes, crianças, adolescentes, adultos e idosos e em pré e pró-gastroplastia. Fitoterapia aplicada a nutrição. Terapia Floral-, auriculoterapia.

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