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VEGETARIANISMO
Antes de responder as suas perguntas é importante esclarecer que:

A dieta vegetariana pode ser dividida em três principais grupos, que são:

Ovolactovegetariana: opção da maior parte dos vegetarianos, a qual restringe apenas o consumo de carnes, aceitando, na sua dieta, todos os alimentos de origem vegetal, laticínios e ovos.

Lactovegetariana: grupo que consome além de alimentos vegetais, os laticínios, excluindo, portanto, as carnes e os ovos.

Vegana: dieta baseada exclusivamente de produtos de origem vegetal.

 

  1. Quais são as vantagens de quem deixa de comer carne e derivados? E as desvantagens?
    Os benefícios nutricionais incluem uma menor ingestão de gordura saturada  e  colesterol. Estudos  apontam que os vegetarianos apresentam menor risco de doença cardiovascular, menor risco de adquirir alguns tipos de câncer, menor chance de apresentar pedras na vesícula, insuficiência renal, diabetes, obesidade, osteoporose, além de apresentar menor pressão arterial. Desvantagem nenhuma se a dieta for balanceada e orientada nutricionalmente, pois dieta vegetariana não equilibrada, pode gerar deficiências nutricionais.
  2. Existem pessoas que não podem deixar de comer a carne ou contraindicação?
    Nenhuma contra-indicação desde que a dieta seja bem orientada e balanceada com todos os nutrientes necessários, atentando para a quantidade, e qualidade dos alimentos ingeridos e fazendo corretas combinações, garantindo assim que todos os nutrientes necessários estejam sendo ingeridos na quantidade certa.

 

  1. Quais os primeiros passos para quem quer parar de comer carne? Depois da decisão, como deve ser a rotina alimentar, para que evite uma dieta pobre de nutrientes?

 

Primeiramente procurar orientação de um profissional nutricionista. A rotina será basicamente de uma dieta balanceada com todos os nutrientes, (proteína, carboidrato, boas gorduras, minerais, água etc.) um fracionamento  de 5 a 6 refeições diárias, associada a um programa regular de atividade física visando à elevação natural das reservas energéticas dos músculos, além de proporcionar uma distração para a eventual dependência dos alimentos de origem animal.

 

  1. Que alimentos substituem os nutrientes oferecidos pelos alimentos de origem animal?

Uma dieta contendo uma variedade de grãos (lentilhas, nozes, frutos secos de semente)  alimentos integrais,  legumes e vegetais fornece proteína o bastante sem a superdosagem a que a maioria dos que comem carne estão expostos. As leguminosas contêm de 10 a 30 por cento de proteínas e são consideradas as fontes mais ricas de proteínas vegetais, porém elas são pobres em metionina, um aminoácido essencial. Já os cereais, apresentam menos proteína, por volta de 6 a 15 por cento e são deficientes em lisina, também um aminoácido essencial. Porém, para garantir a ingestão adequada de lisina, basta planejar a dieta usando mais feijões e produtos de soja, em vez de escolher outras fontes de proteínas que não sejam ricas em lisina. Portanto, a ingestão de leguminosas (feijão, soja, ervilha, etc.) e cereais (arroz, trigo, milho, etc.), são a  combinação adequada de aminoácidos, pois os alimentos se complementam entre si, chegando essa combinação a ter o mesmo valor protéico que as proteínas de origem animal. Arroz integral com feijão, formam uma proteína de alta qualidade. Importante:que se tenha o cuidado de deixar feijões e outras leguminosas de molho, na noite anterior ao consumo (cozinhando no dia com uma água nova) para diminuir a quantidade de fitato presente no alimento, substancia esta que prejudica a absorção de ferro e zinco, por exemplo.

  1. 5.    Existe uma idade ideal para se parar de comer carne? Há riscos ou não para crianças e adolescentes deixarem de consumir a carne?

A dieta vegetariana é aconselhável e saudável em qualquer fase da vida, desde que bem orientada.

 

 

Eroni Lupatini

Clinica Apta Terapias Associadas: Telefone 3223-1729- Eroni Lupatini é nutricionista formada pela Faculdade Assis Gurgacz. Especialista em Docência do Ensino Superior – UNIPAN. Extensão universitária em: Fitoterapia para Nutricionistas. –Nutrigenética e Câncer – Cuidados nutricionais e metabólicos pré e pró cirurgia bariátrica; Nutrição e Suplementação especializada no esporte: da teoria à prática; Nutrigenômica e Nutrigenética: implicações práticas na nutrição clínica; Nutrição e Saúde nos ciclos de vida da mulher: suplementação de nutrientes e fitoterápicos; Funcionais, fitoterápicos e suplementos. Workshop de Fitomedicina e Fitoterapia aplicados à nutrição; Nutrição esportiva funcional; Capacitação em dietoterapia vegetariana- Fisiologia da obesidade, da síndrome metabólica e da redução do peso corporal; Nutrição na terceira idade: do diagnóstico ao tratamento; entre outros. Atendimento a gestantes, lactentes, crianças, adolescentes, adultos e idosos e em pré e pró-gastroplastia. Fitoterapia aplicada a nutrição. Terapia Floral- MTC – ortomolecular, auriculoterapia. CRN 4298.

 

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