PostHeaderIcon HIPERATIVIDADE INFANTIL: Sintomas, diretrizes alimentares, recomendações gerais

HIPERATIVIDADE INFANTILSintomas, diretrizes alimentares, recomendações gerais

Os sintomas da criança hiperativa aparecem, no máximo, até os sete anos.

SINTOMAS DE HIPERATIVIDADE NA CRIANÇA

  • Dificuldade de organizar tarefas
  • Descuido nas tarefas escolares ou em outras atividades
  • Não consegue enxergar detalhes
  • Dificuldade em se concentrar em tarefas ou brincadeiras
  • Parece não ouvir o que lhe dizem
  • Reluta em iniciar tarefa que exige grande esforço mental
  • Perde com freqüência objetos de uso diário, como material escolar e brinquedos
  • Distrai-se facilmente
  • Inquietação constante
  • Fala o tempo todo, começa a responder perguntas que ainda não foram completadas
  • Tem dificuldade de esperar sua vez em jogos ou situações em grupo, interrompe a conversa dos outros

PRIMEIRAS PROVIDÊNCIAS

  • Estabelecer limites
  • Repetir a mesma instrução várias vezes sem perder a paciência
  • Elogiar o que a criança faz corretamente
  • Não encher o quarto de bichos de pelúcia nem de quadros nas paredes
  • Limitar o número de brinquedos disponíveis para evitar distração
  • Prefira copos e pratos de plástico e evite encher a sala de bibelôs ou vasos de vidro, pois quase todo hiperativo tem problema de coordenação motora
  • Na sala de aula, o hiperativo deve sentar-se longe da janela, de preferência nas primeiras fileiras, para diminuir as distrações

ALGUMAS DAS CAUSAS INCLUEM:

  • Alergia ao leite, trigo, chocolate, fermento, aditivos alimentares, laranjas e antibióticos.
  • Intoxicação por chumbo pode ser um fator significativo.
  • Comer muito açúcar ou alimentos açucarados, fumar durante a gestação, privação de oxigênio ao nascer.
  • Aditivos artificiais, conservantes e alimentos que contenham salicilatos, entre outros aditivos alimentares.
  • Dieta baixa em proteínas.
  • Problemas emocionais e inadequada, incoerente ou ineficaz disciplinaem casa. Criançahiperativa muitas vezes controla a situação em casa mais do que os pais.
  • Porque os pais estão dando muitas permissões, a criança que podem encontrar seu caminho para dominar e tornar-se incontrolável.
  • Quando crianças com este problema ingressam na escola, por vezes, tentam usar seu temperamento para controlar seu novo ambiente.
  • Crianças hiperativas muitas vezes têm dificuldades de aprendizagem.
  • Determinados tipos de lâmpadas fluorescentes são estimulantes.
  • Televisão, jogos competitivos, violentos e as deficiências nutricionais são fatores importantes para uma super estimulação.
  • As mães que fumam têm mais probabilidades de dar à luz a crianças hiperativas.
  • Crianças a partir dos lares desfeitos estão mais propensas a ter este problema.

TRATAMENTOS NATURAIS  – DIRETRIZES ALIMENTARES

  • A  criança precisa de uma dieta nutritiva. Isto é importante.
  • Localize e elimine as alergias alimentares.
  • Evite todos os alimentos que contenham salicilatos.
  • Os salicilatos muitas vezes têm implicação na hiperatividade. É mais difícil eliminá-los da dieta; ocorrem naturalmente além de serem usados como aditivos. Uma série de frutas e hortaliças conhecidas contêm salicilatos, inclusive amêndoa, maçã, damasco, banana, cereja, uva, limão, melão, nectarina, laranja, pêssego, ameixa, ameixa-seca, passa, framboesa, pepino, ervilha, pimentão-verde, pimenta-malagueta, picles e tomate.
  • Leia os rótulos cuidadosamente e elimine alimentos processados que contenham corantes, flavorizantes, adoçantes e conservantes, relacionados comumente como benzoatos, nitratos e sulfitos. Os aditivos de alimentos comuns também incluem silicato de cálcio, BHT, BHA, peróxido de benzoíla. emulsificantes, espessantes, estabilizantes, gomas vegetais e amido.
  • Segundo um estudo citado no periódico Pediatrics, mais de 50% das crianças hiperativas demonstraram menos problemas comportamentais e tiveram menos problemas de sono quando seguiram uma dieta restrita. A dieta ideal não continha aditivos artificiais e químicos, chocolate, glutamato monossódico, conservantes e cafeína.
  •  Alimentos que irritam o estômago ou inflamam os nervos devem ser retirados da dieta da criança. Evite todo o açúcar refinado, frituras e alimentos sem valor. Isto inclui refrigerantes. Eliminar alimentos artificiais, corantes e conservantes. Não tente apenas mudar a dieta parcialmente. Será mais fácil para a criança aceitar o novo regime se a mãe (e, esperamos, o pai) também participe dele.
  • Não deixe que a criança se exponha ao chumbo. As fontes mais comuns de exposição ao chumbo são tinta à base de chumbo, água potável e cerâmica mal esmaltada
  • Os pais devem aprender a controlar a situação, através da formação da criança à obediência e auto-controle. Isto é fundamental. Ensine a criança a obedecer-lhe e aprender a controlar-se.
  • Tenha uma hora regular para dormir, acordar, comer e para outras programações diárias.
  • O chá de camomila é sabidamente relaxante. Dê ao a criança uma dose na hora de dormir, conforme necessário.
  • Não utilize chás estimulantes como hortelã por exemplo
  • Existem suplementações importantes (consulte um profissional nutricionista)
  • Florais também são importantes coadjuvantes no alivio dos sintomas (consulte um profissional na área)

 

 

RECOMENDAÇOES GERAIS

 

  • Busque terapia e experimente modificação comportamental. Essas disciplinas ajudam a criança a entender o problema contra o qual está lutando, a estabelecer metas e padrões e reconhecer e avaliar seu comportamento. Podem ser de grande valia. Esses programas ensinam controles internos que podem ser usados em várias situações.
  • A criança aprenderá a oferecer recompensas pelos seus feitos e aprenderá a partir dos seus erros.
  • Coopere com seu médico ou terapeuta para desenvolver programas de modificação comportamental. É importante que o programa seja claro, facilmente entendido e facilmente executado por todos que dele participam – pela criança bem como pelos adultos.
  • É essencial que essas intervenções sejam realizadas com cautela e boa vontade, em um ambiente calmo e carinhoso. A criança deve participar com disposição.
  • Certifique-se de que os dois tenham entendido que esses programas objetivam ajudar e não punir.
  • Experimente atribuir uma tarefa pequena e rápida e insista delicadamente para que seja concluída. Em seguida, não deixe de agradecer e elogiar a criança quando a tarefa tiver sido concluída.
  • Faça com que a criança participe de projetos que ela goste para ajudá-la a concentrar-se. Aprender a concentrar-se alterará sua resposta ao mundo, gradativamente.
  • Lembre-se sempre de que, além de ter um desequilíbrio do sistema nervoso que transforma em tortura o simples ato de permanecer sentado, a criança hiperativa e inteligente entedia-se facilmente.
  • Coopere com a criança para ajudá-lo a realmente concluir um projeto. Concluir um projeto oferecerá uma idéia de competência e maior auto-estima. O domínio e conclusão de uma tarefa requer elogio.
  • Busque terapia para você e seu cônjuge. Para ajudar a diminuir os sentimentos de frustração e isolamento, os pais da criança hiperativa precisam de informação e apoio. Busque auxílio; certamente encontrará.
  • Você aprenderá a apoiar a criança e a ficar calmo e próximo, mesmo quando a situação parecer fora de controle.
  • Você também aprenderá que é importante que os pais tirem férias sem se sentirem estressados ou culpados por deixarem uma criança “difícil” com outras pessoas competentes.
  • Nunca é demais enfatizar a necessidade dos pais terem uma folga. Tire uma tarde, uma noite ou um fim de semana.
  • Entre em contato com uma pessoa que possa tomar conta do a criança. Ligue para seus pais e amigos.
  • Se você não fizer isso para o seu próprio bem, faça pela criança. Provavelmente você voltará se sentindo renovado, mais calmo e carinhoso..
  • Utilize música harmoniosa em tarefas escolares,  (clássica, flauta, cantigas em piano) som baixo, como ambiente mesmo (acalma e tranqüiliza a criança)m
  • Uma estratégia sempre eficaz: fale com a criança quando estiver dormindo em tom baixo,sussurando mesmo: Ex: O nome da criança e em seguida você é uma criança muito amada, nós (eu, etc.) gostamos muito de você. Fale tudo o que você gostaria de ouvir de seu pai, mae etc. (o subconsciente da criança, deixará registrado, nos próximos dias você perceberá que a criança estará propensa a ficar quieta como que ouvindo algo. Experimente! Isto serve nao somente para crianças hiperativas, mas a todas as pessoas que amamos.e

icamentos. Após um verão sem medicamento, talvez seja útil deixar que a criança

Uma contribuição:

http://forum.g-sat.net/psicologia-1339/hiperatividade-116081.html

http://www.clubedobebe.com.br/Palavra%20dos%20Especialistas/psi-daniela-04-01.htmhttp://www.portalnatural.com.br/index.php/doencas-e-tratamentos/662-hiperatividade-tratamentos-naturais

LEITE

O leite é o primeiro e o principal alimento ingerido durante os seis primeiros meses de vida. É produzido pelas glândulas mamárias presentes nas mulheres e nas fêmeas de mamíferos. É composto por água,  gordura formada principalmente por triacilgliceróis com ácidos graxos saturados e insaturados, fosfolipídios e colesterol, caseína que abriga 80% das proteínas do leite, butirina e lactose contendo algumas vitaminas A, B1, B2, B12 C e D em pequenas quantidades.e sais minerais também em pequenas quantidades como: cálcio, sódio, potássio e magnésio, que apresentam como fosfatos, cloretos, citratos e caseinatos, sendo que os sais de potássio e cálcio são os mais abundantes.. Os  componentes do leite podem variar consideravelmente entre as vacas de diferentes raças e entre vacas da mesma raça, dependendo da alimentação e da época do ano, do período de lactação etc..

Atualmente, existem grandes variedades de leites comercializados que são preparados de diferentes maneiras. O leite mais comum é o leite da vaca.

 

Métodos de conservação

Pasteurização: conservação por curto período de tempo. Destrói os microrganismos patogênicos e reduz o número total de bactérias. O leite é aquecido de 72 a 76 °C, por 15 a 20 segundos e resfriado a seguir.

Ultrapasteurização (UHT): aquecimento do leite de 130 a 150 °C, por 2 a 4 segundos e resfriamento imediato, destruindo todos os microrganismos.

Os leites dos tipo A, B e C possuem praticamente a mesma composição nutricional. A diferença entre eles está no tipo de rebanho, ordenha, processo de obtenção e número de bactérias presentes após pasteurização.

Longa vida: Para que o leite seja classificado como longa vida, ele precisa ter matéria-prima de boa procedência, deve passar pelo processo de ultrapasteurização e em seguida ser acondicionado em embalagens

Leite esterilizado É pré aquecido a 70°C em fluxo contínuo, embalado e em seguida esterilizado na própria embalagem à temperatura de 109 a 120°C, de 20 a 40 minutos, sofrendo resfriamento numa temperatura de 20 a 35°C, pode ser integral ou desnatado.

 

Leites  tipo A, B e c:

O leite tipo A é obtido de um único rebanho e não há contato manual com o leite em nenhuma fase do processo, ou seja, a ordenha é mecânica e o leite segue por tubulações diretamente para o compartimento onde sofre pasteurização, homogeneização e envase. O número máximo de bactérias permitido para este leite é de 500/ml. Contém mais gordura que proteína.

O leite tipo B é obtido de rebanhos diferentes e sua ordenha pode ser realizada mecânica ou manualmente. O leite deve ser refrigerado no próprio local da ordenha (propriedade rural) por até 48 horas em temperatura igual ou inferior a 4ºC e transportado em tanques até o local apropriado, onde será processado. O número máximo de bactérias permitido para este leite é de 40.000/ml.
O leite tipo C tem a mesma origem e tipo de ordenha do leite tipo B. Entretanto, não é refrigerado na fazenda leiteira. Após a ordenha, o leite é transportado em tanques até um local apropriado (estabelecimento industrial) até as 10:00 h do dia de sua obtenção, onde só então é processado, seguindo os prazos estipulados por lei. Este processo eleva bastante o número de bactérias presentes no leite, que pode chegar, por determinação da lei, a 100.000/ml.

Tipos de leite

Leite integral: tratado termicamente; com retirada parcial de água e sem adição de açúcar. O leite integral tem no mínimo 3% de gordura em sua composição esta gordura  presente  no leite apresenta um nutriente denominado CLA, ou ácido linoléico conjugado – o qual desempenha um papel importante na queima de gordura pelo corpo. Sendo ainda fonte de cálcio e proteínas e minerais

Leite semidesnatado: retirada parcial de gordura, tendo em sua composição  0,6 a  2,9 % de gordura- contendo os mesmos nutrientes do integral, porém menos gordura.

Leite desnatado: retirada praticamente total de gordura, contendo no máximo 0,5% . Contendo os mesmos nutrientes do tipo integral, e ressalte-se o mesmo teor de cálcio. Indicado para pessoas que precisam perder peso e com colesterol elevado.

Leite cruÉ o leite sem tratamento térmico, obtido e comercializado sem controle sanitário. Este leite  não pasteurizado, pode carregar bactérias perigosas como a Salmonella, E. Coli, e a Listeria, responsáveis por causar numerosas doenças veiculadas por alimentos.

Leite Homogeneizado

Indica que o leite pasteurizado  passou pelo processo chamado homogeinização, onde, a gordura do leite é uniformemente distribuída, evitando a formação da nata e a separação da gordura.

Leite Evaporado:

É um leite rico em nutrientes e concentrado, pois passa por um processo de redução de água da sua composição

Leite em pó: tratado termicamente, desidratado e de boa qualidade microbiológica, desde que reconstituído com água de boa procedência ou fervida. Pode ser integral ou desnatado.

Lite condensado: é o leite integral pasteurizado, desidratado parcialmente e com adição de açúcar; indicado para preparações culinárias. Existe no mercado leite condensado desnatado, com redução de gordura e menor valor calórico.

Leite reconstituído: é  o produto resultante da dissolução em água do leite em pó, adicionado ou não, de gordura láctea, até atingir o teor gorduroso fixado para o respectivo tipo, seguido de homogeneização e pasteurização.

Leite em pó – é um derivado do leite natural, que permite uma longevidade aumentada e mantém o mesmo valor nutritivo do leite líquido. É uma forma moderna de consumo, pois o produto não necessita de refrigeração, já que a baixa umidade, em torno de 3,5%, inibe o desenvolvimento de microrganismos. Depois de aberto, o produto pode ser armazenado por até 30 dias, em recipiente com tampa, para evitar que o produto se altere, escureça ou resseque. O prazo de validade da lata fechada é de um ano.

 

LEITES FUNCIONAIS

São chamados assim, aqueles, em cuja posição entraram substâncias capazes de reduzir os riscos de doenças e alterar funções metabólicas do corpo humano. Nesta categoria estão incluídos os alimentos que agem diretamente sobre algum tipo de doença.  Veja alguns:

Leite enriquecido com cálcio
Por ser enriquecido com cálcio fornece uma quantidade maior de cálcio em um volume menor de leite, sendo indicado a pessoas com maiores necessidades, como  mulheres com risco de osteoporose e atletas..

Leite enriquecido com ferro
Este leite é  opcional para aquelas pessoas que não conseguem ingerir quantidade suficiente de ferro dos alimentos, e pessoas com anemia  ou com predisposição.

O cálcio presente no leite, se consumido com alimentos fontes de ferro, impede que o ferro seja absorvido. Porém no leite enriquecido o  ferro que é adicionado é  ferro quelato em aminoácido. Explicando:  (os minerais  encontram as vezes muitas barreiras no caminho e a mais complicada é a barreira intestinal, foi feita então a combinação entre o metal ferro e o aminoácido glicina. Como o organismo reconhece e aceita este aminoácido como nutriente, absorve sem problemas e a transporta  para os devidos lugares o ferro junto com ela, entra como se fosse de carona.

Leite enriquecido com fibras
As fibras  equilibram a flora intestinal ajudando no bom funcionamento do intestino,  produzem saciedade e auxiliam em problemas de colesterol, diabetes,  etc. este leite melhora o funcionamento do organismo em geral, se associado a uma dieta saudável

Leite enriquecido com vitaminas
Para as pessoas que precisam maior necessidade de vitaminas. O mercado possui uma versão de leite desnatado com a adição de vitaminas A e D, que auxiliam na absorção do cálcio pelo organismo.
Leite com baixo teor de lactose
Indicado  para pessoas com intolerância a lactose. Estas pessoas não produzem a lactase, que é a enzima para  digerir  o açucar do leite.

Leite com ômega –

Os ômegas impedem que parte das gorduras nocivas à saúde se instalem no interior das artérias e vasos sanguíneos, pois são ácidos graxos polinsaturados. Ajudam no desenvolvimento do sistema de defesa do organismo e contribuem para a redução dos níveis de colesterol e triglicérides, regulando a fluidez do sangue e controlando a pressão arterial, principais causadores das doenças do coração. O leite com ômega associado a um  estilo de vida saudável, dieta controlada e prática regular de exercícios físicos, é importante aliado na prevenção das doenças cardíacas.

Leites hiperimunizados

Ou Stolle Milk, um tipo de leite hiperimunizado chegou recentemente ao Brasil foi desenvolvido através de vacinas contra diversas substâncias que podem provocar a formação de anticorpos. Assim, as vacas vacinadas transmitem estes anticorpos para o leite, tornando-o imunizado.

 

Considerações gerais

É indiscutível que o leite e seus derivados contêm grande quantidade de cálcio e que este mineral também pode reduzir níveis elevados da pressão arterial e evitar uma osteoporose

As necessidades diárias variam de acordo com a faixa etária:

  • criança – 800 mg/dia;
  • adolescente – 1200 mg/dia;
  • adulto – 800 mg/dia;
  • pré- menopausa – 1000 mg/dia;
  • pós- menopausa, 1500 mg/dia;
  • gravidez aumenta para cerca de 1500 mg/dia;
  • lactação aumenta para cerca de 1500 a 2000 mg/dia.

Simplificando: 3 porções de leite ou derivados, consumidas diariamente atinge esta necessidade diária. Ex: 1 fatia de queijo, um copo de leite e um copo de iogurte  diariamente, mais o que é utilizado nas preparações.

Porém é conveniente que se ressalte sobre a  biodisponibilidade ou seja o real aproveitamento dos  nutrientes através do consumo dos laticínios. Pois pouco  adianta ingerir grandes quantidades de cálcio e vitamina D se corpo não consegue aproveitá-los de maneira adequada.

Os  laticínios interferem no pH do estômago e do intestino, tornando-o levemente básico, o que dificulta a absorção de cálcio e demais vitaminas e minerais igualmente importantes para a saúde óssea. Já no sangue, ocorre o contrário: os laticínios deixam o pH levemente ácido e, na tentativa de equilibrar este pH, o organismo retira cada vez mais cálcio e outros nutrientes dos ossos. Ou seja, quanto maior a quantidade de laticínios ingerida, mais ácido fica o   sangue e maior é a descalcificação dos ossos.

O cálcio para ser fixado nos ossos precisa de magnésio, nutriente praticamente ausente nos leites, queijos e iogurtes. Sem citar a necessidade de mais de 24 nutrientes, além do cálcio e da Vitamina D, para se manter a saúde óssea adequada.

Além disso, na maior parte dos casos, o problema não é a baixa ingestão de cálcio, mas sim o excesso de sua excreção pela urina, a qual é favorecida pelo alto consumo de proteínas de origem animal – incluindo os laticínios, sódio, cafeína e carboidratos refinados, como o açúcar e a farinha.

Será necessário então, garantir uma boa biodisponibilidade deste mineral, com hábitos alimentares saudáveis como o aumento do consumo de frutas, feijão branco,  sementes de gergelim, legumes,  verduras, folhosos verde escuro,  os quais por serem ricos em cálcio  garantem um pH adequado para sua absorção, além de serem ótimas fontes de magnésio e outros nutrientes tão importantes quanto o cálcio, para manter ossos saudáveis.

A importância da vitamina D

Além dos fatores expostos acima, na ausência da Vitamina D, somente 10 a 15% do cálcio é absorvido, e sozinho não consegue fixar-se nos ossos.

A vitamina D é muito importante para a absorção de cálcio e fósforo no intestino e  é essencial para a construção de ossos fortes e saudáveis, crescimento, reparação e mineralização óssea, reduzindo a perda óssea e o risco de fraturas em pessoas com osteoporose. Uma vez que a vitamina D não faz parte da dieta habitual dos brasileiros, a principal fonte para a obtenção desta substância é a exposição à luz solar.

ALIMENTOS FONTES DE VITAMINA D

Óleo de fígado de bacalhau, óleo de fígado de arenque, sardinha enlatada, salmão enlatado, arenque enlatado, camarão, bacalhau, fígado de galinha, creme de leite, fígado de porco e de boi, manteiga, gema de ovo, queijo, leite humano, leite de vaca. Expor-se ao sol por 15 minutos em horários apropriados sem filtro solar (braços e rosto) e contemplar o sol por 60 segundos diariamente é rica fonte de vitamina D (começar a contemplar o sol com 10 segundos diariamente em horário entre 6 e 7:0 da manha ou  as 18:00) aumentar 10 segundos dia ate atingir 60.

 

Eroni Lupatini é nutricionista formada pela Faculdade Assis Gurgacz. Especialista em Docência do Ensino Superior – UNIPAN. Extensão universitária em: Fitoterapia para Nutricionistas. –Nutrigenética e Câncer – Cuidados nutricionais e metabólicos pré e pró cirurgia bariátrica; Nutrição e Suplementação especializada no esporte: da teoria à prática; Nutrigenômica e Nutrigenética: implicações práticas na nutrição clínica; Nutrição e Saúde nos ciclos de vida da mulher: suplementação de nutrientes e fitoterápicos; Funcionais, fitoterápicos e suplementos. Workshop de Fitomedicina e Fitoterapia aplicados à nutrição; Nutrição esportiva funcional; Capacitação em dietoterapia vegetarianaFisiologia da obesidade, da síndrome metabólica e da redução do peso corporal; Nutrição na terceira idade: do diagnóstico ao tratamento; entre outros. Atendimento a gestantes, lactentes, crianças, adolescentes, adultos e idosos e em pré e pró-gastroplastia. Fitoterapia aplicada a nutrição. Terapia Floral- MTC – ortomolecular, auriculoterapia. CRN 4298.

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